segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

10 de dezembro dia internacional dos direitos humanos

Os direitos humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Normalmente o conceito de direitos humanos tem a ideia também de liberdade de pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.
Cquote1.svgTodos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.Cquote2.svg
Artigo 1º
As ideias de direitos humanos tem origem no conceito filosófico de direitos naturais que seriam atribuídos por Deus; alguns sustentam que não haveria nenhuma diferença entre os direitos humanos e os direitos naturais e vêem na distinta nomenclatura etiquetas para uma mesma ideia. Outros argumentam ser necessário manter termos separados para eliminar a associação com características normalmente relacionadas com os direitos naturais, sendo John Searl talvez o mais importante filósofo a desenvolver esta teoria.
 
 
Existe um importante debate sobre a origem cultural dos direitos humanos. Geralmente se considera que tenham sua raiz na cultura ocidental moderna, mas existem ao menos duas posturas principais mais. Alguns afirmam que todas as culturas possuem visões de dignidade que se são uma forma de direitos humanos, e fazem referência a proclamações como a Carta de Mandén, de 1222, declaração fundacional do Império de Mali. Não obstante, nem em japonês nem em sânscrito clássico, por exemplo, existiu o termo "direito" até que se produziram contatos com a cultura ocidental, já que culturas orientais colocaram tradicionalmente um peso nos deveres. Existe também quem considere que o Ocidente não criou a ideia nem o conceito do direitos humanos, ainda que tenha encontrado uma maneira concreta de sistematizá-los, através de uma discussão progressiva e com base no projeto de uma filosofia dos direitos humanos.
As teorias que defendem o universalismo dos direitos humanos se contrapõem ao relativismo cultural, que afirma a validez de todos os sistemas culturais e a impossibilidade de qualquer valorização absoluta desde um marco externo, que, neste caso, seriam os direitos humanos universais. Entre essas duas posturas extremas situa-se uma gama de posições intermediárias. Muitas declarações de direitos humanos emitidas por organizações internacionais regionais põem um acento maior ou menor no aspecto cultural e dão mais importância a determinados direitos de acordo com sua trajetória histórica. A Organização da Unidade Africana proclamou em 1981 a Carta Africana de Direitos Humanos e de Povos, que reconhecia princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e adicionava outros que tradicionalmente se tinham negado na África, como o direito de livre determinação ou o dever dos Estados de eliminar todas as formas de exploração econômica estrangeira. Mais tarde, os Estados africanos que acordaram a Declaração de Túnez, em 6 de novembro de 1992, afirmaram que não se pode prescrever um modelo determinado a nível universal, já que não podem se desvincular as realidades históricas e culturais de cada nação e as tradições, normas e valores de cada povo. Em uma linha similar se pronunciam a Declaração de Bangkok, emitida por países asiáticos em 23 de abril de 1993, e de Cairo, firmada pela Organização da Conferência Islâmica em 5 de agosto de 1990.
Também a visão ocidental-capitalista dos direitos humanos, centrada nos direitos civis e políticos, como a liberdade de opinião, de expressão e de voto, se opôs durante a Guerra Fria, o bloco socialista, que privilegiava a satisfação das necessidades elementares, porém era suprimida a propriedade privada, a possibilidade de discordar, e de eleger os representantes com eleições livres de multipla escolha.

acesse este site conheça a Declaração dos Direitos Humanos e vários documentos relacionados aos Direitos Humanos

Espaço para o novo...

Acho que todos nós estamos nos deparando com as feridas mais profundas... aquelas que nos impedem de sequer entrar em contato com elas por medo de sofrer de novo.
Estamos passando por um tempo de purificação, de olhar nos recantos mais escondidos aquilo que está no mundo das sombras, por nos trazerem memórias de dor.
Parece que nesse tempo nada mais quer ficar escondido e tudo vai se revelando de uma forma ou de outra. É tempo de olhar lá no fundo, onde guardamos coisas das quais nem nos lembramos mais, mas que escondidas ficam ainda maiores do que realmente são...

O tão temido mundo das sombras pode não ser tão ruim assim... e quando entramos em contato e permitimos que as dores antigas cheguem à superfície, se não voltamos com elas para o lugar onde estavam escondidas, podemos nos surpreender como temos todos os recursos para curá-las e deixá-las ir de vez.
As dores que estão aí guardadas são memórias de dores já passadas... e, quanto mais tentamos evitar esse contato, maiores elas nos parecem... se as temos na memória é porque já vivemos e, portanto, pertencem ao passado... mas guardadas aí elas criam nosso presente dia após dia.... porque, na sombra, elas têm o potencial de se manifestar de novo e de novo... e a cada repetição mais limitam nossa realidade.
Se as liberamos elas param de se manifestar na nossa realidade.


Claro que quando elas vêm à tona, acessamos um pouco do estado de consciência em que elas foram criadas... e nosso primeiro impulso pode ser de guardar de novo o que nos causa dor... assim, como quando tiramos de uma gaveta uma foto que nos lembra situações de sofrimento, logo queremos guardá-la em um local onde não vamos encontrá-la nunca mais, escondemos o mais que podemos as coisas que nos remetem à dor...

Mas nesse tempo, penso que elas não têm mais como ficarem escondidas e pedem por resolução... por liberação de tudo que nos impede de Ser livres e plenos.

Entendo que tudo que foi criado no grande ciclo que estamos finalizando, deve ser liberado para que o novo chegue.
E a melhor forma de lidar com o que está no mundo das sombras... é olhar para o que vier, sabendo que são coisas já vividas, sem julgamento... Não classificar como bom ou ruim nos mantêm em um estado de observação distanciada que faz com que tudo encontre naturalmente o seu lugar. Eu acredito que o Universo tem uma energia de resolução que poderia funcionar em todas as situações, se nossas crenças não atrapalhassem.

Estamos alimentando e criando as mesmas situações, quando temos apego ou aversão a elas... apego e aversão têm o poder de manter o nosso foco em coisas que "queremos" ou "não queremos", de uma forma ou de outra estamos criando a mesma realidade momento a momento.... e como apego e aversão são do ego, em ambos os casos estamos criando coisas que podem não ser o que vai nos trazer felicidade.

Se você quer, a todo custo, ter ou evitar algo, está impedindo o presente de se manifestar com toda sua força, porque apego e aversão vêm de memórias de experiências passadas.

Olhar para o que se manifesta na nossa realidade, no presente, com distanciamento, sem julgar, sem tentar prender ou excluir, é um caminho que pode liberar o que guardamos no mundo das sombras, com mais suavidade... e a partir daí podemos nos abrir para receber o novo... que só está esperando que deixemos espaço para ele...


Rubia A. Dantés


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Prêmio Culturas Indígenas

4ª edição homenageia o cacique Raoni Metuktire e as inscrições serão abertas em novembro

As normas para o Edital da 4ª edição do Prêmio Culturas Indígenas – Raoni Metuktire foram publicadas nesta terça-feira, 16, no Diário Oficial da União (seção 3, págs. 17 a 19).

Cacique Raoni Metuktire e a secretária Márcia Rollemberg
O concurso é desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, e a Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpin-Sul), com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet.
As inscrições estarão abertas a partir de 5 de novembro e se estenderão até 5 de fevereiro de 2013, conforme estabelece o edital.
O concurso terá um investimento total de R$ 1,65 milhão e premiará 100 iniciativas de todo o país que tenham como objetivo o fortalecimento das expressões culturais dos povos e comunidades indígenas. Desse total, 70 prêmios serão no valor de R$ 15 mil cada um, e 30 prêmios no valor de R$ 20 mil cada.
“A proposta é valorizar a rede de saberes e práticas culturais, dando visibilidade às mais de 300 etnias indígenas de nosso país e à rica contribuição desses povos para o patrimônio cultural brasileiro”, afirma a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, sobre o prêmio.
Nesta 4ª edição, o homenageado é o Cacique Raoni Metuktire, líder do povo Mebengokre, conhecido internacionalmente por sua luta pelos direitos dos povos indígenas, pela preservação das florestas e dos rios da Amazônia.
Os interessados podem se inscrever pelo site do prêmio www.premioculturasindigenas.org.br ou pelos Correios, por meio de carta registrada para o seguinte destinatário:
 
PRÊMIO CULTURAS INDIGENAS
4a Edição – Raoni Metuktire
Caixa Postal 66256
São Paulo, SP – CEP: 05314-970
Para participar do Prêmio Culturas Indígenas, os proponentes deverão encaminhar à Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul documento que comprove a participação e aprovação da(s) comunidade(s) na elaboração da iniciativa cultural; carta de declarações do representante da iniciativa cultural; e formulário de inscrição devidamente preenchido. O formulário de inscrição também poderá ser respondido oralmente, através de gravação em áudio ou vídeo (CD, DVD ou outro meio).
O Prêmio Culturas Indígenas foi criado pelo MinC em 2006, em parceria com organizações da sociedade civil e com o Colegiado Setorial de Culturas Indígenas. Com a premiação, já foram reconhecidas 276 iniciativas de fortalecimento cultural dos povos indígenas.
Confira o edital.
Leia a matéria na íntegra
(Ascom/MinC)
(Fotos: Alice Haibara)
(Fonte: Comunicação SCDC/MinC)


Prêmio Memórias Brasileiras vai selecionar iniciativas dos movimentos sociais

Prêmio Memórias Brasileiras vai selecionar iniciativas dos movimentos sociais
O Instituto Brasileiro de Museus publicou em (28/11), no Diário Oficial da União,portaria do Edital de Seleção Pública nº13/2012, que trata do Prêmio Ibram Memórias Brasileiras - integrado ao Programa de Fomento aos Museus Ibram 2012.
 O edital vai selecionar e premiar 10 iniciativas de preservação da memória brasileira, com ênfase nos movimentos sociais (sindical, rural, estudantil e outros), para apoio a ações de divulgação, preservação e difusão de acervo.
Cada premiado receberá R$ 30 mil – totalizando R$ 300 mil em investimentos via Fundo Nacional de Cultura. Poderão participar desta seleção pública pessoas jurídicas de direito público e de direito privado sem fins lucrativos, com finalidade cultural, excetuando-se aquelas vinculadas à estrutura do MinC.
O prazo para a realização das inscrições será do dia18 de dezembro de 2012 às 23h30 do dia 31 de janeiro 2013.
Inscrições gratuitas pelo http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/

Yoga-Massagem Ayrvédica


Saúde, Cura e Religiosidade

A relação entre religiosidade e cura, tem a influência do processo de colonização na formação das escolas médicas no Brasil e apontam para a necessidade do resgate do sincretismo cultural brasileiro na abordagem da saúde e da doença e na construção de uma medicina contextualizada, na qual a subjetividade e espiritualidade assumam papel significativo na formação de profissionais médicos.
A questão da saúde no espaço coletivo requer, portanto, o aprofundamento na busca da construção histórica de uma medicina integral, que adote uma perspectiva multidisciplinar, e considere a dimensão social.
 
Uma medicina, cujas políticas sejam coerentes com a realidade do contexto no qual se aplicam. Nesse sentido, vêm se ampliando os métodos de abordagem e terapêutica, através de ações interdisciplinares, que abrem novas perspectivas de intervenção no campo da saúde individual e coletiva.

fonte : http://coletanea2008.no.comunidades.net/index.php?pagina=1225248041